top of page

Sobre Nós

No âmbito da Unidade Curricular Análises das Realidades Socioeducativas as alunas da Licenciatura em Educação Social, Ana Catarina Silva e Ana Sofia Félix, teriam de criar um projeto de intervenção social em interdisciplinaridade com a Unidade Curricular Tecnologias da Informação e da Comunicação em Educação Social.

 O nosso projeto, Arte & Educação Social, visa descrever o tipo de intervenção que é feita com a população alvo, oferecer reflexões sobre a arte e, de que forma a mesma poderá ter uma influência benéfica na Terceira Idade.

ENVELHECIMENTO E TERCEIRA IDADE

O ser humano, em qualquer fase da sua vida, é potencializado de um bem-estar físico, social e mental. Por esta razão é importante que se promova o conceito “envelhecimento ativo”, que garante aos idosos oportunidades para a saúde, participação e segurança de um aumento da sua qualidade de vida (Jacob, 2007, citado por Esperança, 2014, página 6).

As pessoas idosas carregam consigo histórias de vida, experiências, maturidade e uma visão da vida bastante complexa, o que contribui para as suas características positivas (Cardão, 2009, citado por Rocha, 2018, página 6). No quotidiano destas pessoas é importante saber valorizar as suas capacidades, conhecimentos e vivências, promover o seu envolvimento e partilha a nível comunitário e institucional, proporcionar-lhes relações sociais, convivência e oferta de atividades que estimulem a sua produtividade (Martins, 2013, citado por Rocha, 2018, página 6).

Os centros de dia são instituições capazes de contribuir com diversos tipos de respostas às pessoas idosas. Essas respostas passam pela satisfação das necessidades básicas, da saúde física e necessidades psicológicas como o entretenimento em momentos de lazer, onde se integram variados serviços como os sociais, culturais, recreativos e educativos (Castiello, 1996, citado por Rocha, 2018, página 13).

IMPLICAÇÃO DA ARTE NA TERCEIRA IDADE 

Idosos sem atividades de estimulação cognitiva podem perder algumas das suas capacidades intelectuais (Ávila, 2002, citado por Lopes, 2011, página 13). Desta forma a arteterapia é sugerida como um tipo de intervenção para estes, pois cria estimulação, e para além disso, melhora as suas relações sociais auto estima (Douglas et al, 2004, citado por Lopes, 2011, página 13).

A arteterapia trabalha o processo criativo sendo que, contribui para reconstruir, criar e expressar as emoções, sentimentos e imagens (Valladares et al, 2008, citado por Lopes, 2011, página 14). Assim sendo, contribui para diminuir a consciência da proximidade da morte, a culpa, os arrependimentos e medos que estes indivíduos sentem nesta fase da sua vida (Coutinho, 2008, citado por Lopes, 2011, página 15). O trabalho da faceta artística pode ser desenvolvido através de diferentes modalidades expressivas como o teatro, a dança, a poesia, a música, a literatura e as artes visuais.

Estas linguagens verbais e não verbais contribuem para transformações internas (Ormezzano & Arruda, 2005, citado por Lopes, 2011, página 15). Neste sentido, a arteterapia valoriza a singularidade do sujeito, podendo este encontrar uma oportunidade de se expressar e comunicar livremente consoante a sua própria experiência de vida, partilhando-a com os outros. Através da arte é possível representar conteúdos conscientes e inconscientes, integrando aspetos afetivos e cognitivos que permitem uma melhor compreensão do indivíduo para lidar com o que o rodeia (Valladares, 2006, citado por Lopes, 2011, página 14).

COMO ATUAR

Segundo Teresa Martins (2018), é importante que sejam definidas estratégias de aprendizagem, especialmente quando se fala de indivíduos de terceira idade, como a criação de um ambiente de aprendizagem agradável e não intimidador, a valorização do diálogo que possa levar a um questionamento crítico e eventual alteração na nossa intervenção e, certamente, a aposta em aprendizagens relevantes e significativas de acordo com as circunstâncias, as quais estão relacionadas com a saúde e bem-estar (Matins, T. 2018).

 

Iremos reutilizar materiais para as atividades, assim como partir da nossa própria iniciativa oferecer materiais para a dinamização de atividades inovadoras, que possam eventualmente, ter algum impacto para o entretenimento dos idosos. (Martins, T. 2018) Para isso, este projeto terá a colaboração com a empresa Ecocentro pertencente ao Concelho de Matosinhos.

Apesar de considerarmos que a situação educativa dos mais velhos tem de ser lida com toda a sua complexidade, acreditamos que será um grande desafio para nós enfrentarmos essa realidade. (Martins, T. 2018)

OBJETIVOS GERAIS

A educação de indivíduos mais velhos torna-se um pouco restrita, na medida em que é uma geração fortemente penalizada relativamente aos sistemas educativos do seu tempo de crianças e adolescentes. Para tal, a profissão de educador social assume diversas designações como educação permanente, educação não formal, desenvolvimento comunitário, que permite obter aspirações sociais e políticas necessárias para um mundo mais justo e igualitário, possibilitando assim condições para a educação de todos. (Martins, T. 2018)

Um aspeto que deve considerado como base para o desenvolvimento individual é a confiança, uma vez que só assim será possível obter experiências positivas e proveitosas. (Martins, T. 2018)

Posto isto, consideramos assim alguns objetivos importantes para o desenvolvimento do projeto, como:

  • Considerar o bem-estar e condições necessárias como um ponto crucial através da educação social;

  • Valorizar as histórias de vida dos indivíduos mais velhos para que obter um elo de ligação, obtendo assim a sua confiança para dinamizar as respetivas atividades;

  • Integrar tarefas manuais de forma a que estimulem o seu interesse e aprendizagem;

  • Incentivar para a participação e empenho nas atividades tanto a nível individual como de grupal;

imagem 567.png

©2020 por Arte e Educação Social. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page